Por  Ana Paula da Silveira Cordeiro

Muitas pessoas costumam associar o atendimento psicoterapêutico à clássica figura do analista e do divã, onde a pessoa deita e fala por um tempo determinado sobre si mesma, suas angústias, seus incômodos, enquanto o profissional silenciosamente anota tudo, emitindo de vez em quando um som tipo “hum-hum” ou então pedindo que a pessoa “fale mais” sobre algum assunto específico. Ainda hoje acho divertido quando os amigos me perguntam: tem que deitar no divã?

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Plantão Picológico

Enfim, esta é imagem criada culturalmente à partir dos trabalhos de Freud, mas que não representam adequadamente nem o trabalho dele, tampouco a totalidade do atendimento psicoterapêutico.

A psicoterapia, como o próprio nome revela, é uma terapia da mente, ou seja, uma forma de tratamento daquilo que envolve nossas emoções, sentimentos, crenças e atitudes. É uma modalidade de atendimento clínico utilizada por psicólogos, psicanalistas e alguns psiquiatras. Utiliza basicamente a fala como recurso, embora não seja o único.

Tradicionalmente oferta-se a psicoterapia às pessoas que, de alguma forma, buscam auxílio para ampliar o conhecimento de si mesma, para melhorar a auto-estima, ou para lidar com questões graves, fruto das experiências vividas ou de alguma patologia. A psicoterapia como um todo, tem como objetivo promover uma mudança na estrutura do pensamento, ou seja, na forma como encaramos a vida, a nós mesmos e a nossa relação com as pessoas e as coisas. Entretanto, acreditar que somente a psicoterapia pode dar conta das angústias que o ser humano carrega em si mesmo, ao meu ver, é reduzir drasticamente as possibilidades de ajuda que o profissional de psicologia pode oferecer às pessoas, bem como reduzir o universo de questões que nos atravessam diariamente.

E é por isso que venho hoje falar de uma modalide de atendimento que venho praticando desde os tempos de faculdade, e que muito tem me ajudado como profissional, no aprimoramento de minha prática, assim como pessoa, no lidar com outras pessoas.

Foi através de minha querida amiga, professora e parceira de ideias e trabalhos, Dra. Marcia Tassinari, que conheci o Plantão Psicológico. Esta é uma modalidade de atenção psicológica que visa, em primeiro lugar, acolher qualquer pessoa que esteja em busca de auxílio, por sentir-se aflita diante de alguma questão urgente. E aí você pode me perguntar: como assim?

Explico: sabe quando você recebe uma notícia daquelas bem difíceis? Algo que exija uma decisão rápida, mas que você não estava pronto para pensar no assunto? Ou então aquela preocupação antiga com um filho, um amigo, uma situação que você não tem com quem compartilhar, ou porque não confia em ninguém, ou porque não se sente à vontade para falar com medo de ser julgado, repreendido? Pois bem, o Plantão tem esse propósito: ser o local onde você pode desabafar, falar sem medo sobre o que lhe aflige para um profissional psicólogo, que está preparado para ouvir, no esforço de compreender seu sentimento e tentar, junto com você, percorrer a estrada que o conduzirá até a solução. Não é alguém que vai resolver seu problema, muito menos indicar o caminho a seguir. É sim a pessoa que estará com você, apoiando, esclarecendo, tirando dúvidas para que as decisões possam ser o mais conscientes e autênticas possível.

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E o diferencial deste tipo de atendimento é que, uma vez esclarecida a questão, uma vez decido o rumo a ser dado ao problema inicial, você estará livre para decidir se continua ou não com os atendimentos. Não há obrigação de retornar, se você não sentir necessidade. Isto tudo é decido no “aqui e agora”, junto com o terapeuta, que sempre deixará aberta a possibilidade do retorno, quando você achar necessário.

E então? O que você acha? Escreva pra mim ou entre em contato via Facebook (www.facebook.com/apscordeiropsi).

Até o próximo mês!

Saiba mais sobre a Psicóloga Ana Paula da Silveira Cordeiro

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